sexta-feira, 29 de maio de 2015

Incentivar a autonomia é fundamental para o desempenho cognitivo da criança.

Pesquisa canadense mostra que, quando as mães dão suporte para que a criança possa realizar atividades sozinha, há uma melhora em sua capacidade de resolver problemas, na memória e no pensamento.





Você faz tudo para o seu bebê? Tudo até encaixar um bloco de brinquedo que ele não está conseguindo? Veja só: um estudo realizado na Universidade de Montreal com 78 mães e filhos mostrou que, quando elas dão autonomia às crianças, há um impacto positivo na função executiva, um dos pilares do desenvolvimento cognitivo. Essa função engloba a memória de trabalho, raciocínio, capacidade de resolução de problemas e flexibilidade de tarefas, além da capacidade de planejamento e execução de atividades.

Para o estudo, as famílias foram visitadas em duas ocasiões: quando a criança tinha 15 meses e depois, ao completar 3 anos. Na primeira visita, foi pedido à mãe que ajudasse o filho a completar uma tarefa com um nível de dificuldade consideravelmente alto. Essa atividade durava cerca de 10 minutos e foi gravada em vídeo para que os pesquisadores pudessem analisar o tipo de suporte materno. Ou seja, se ela o encorajava, se era flexível, se incentivava e respeitava o ritmo da criança.

Quando as crianças completaram 3 anos, os cientistas, por meio de uma série de jogos adaptados, avaliaram a força da memória de trabalho e da capacidade de pensar sobre vários conceitos simultaneamente. Aquelas que obtiveram melhores pontuações tinham mães que ofereciam um suporte consistente ao desenvolvimento de sua autonomia.




Autônomo desde cedo?


Você pode até achar exagero dar autonomia ao bebê desde pequeno. Mas trata-se de um processo gradual, que vai se desenvolvendo à medida que o seu filho realiza novas conquistas e adquire condições que contribuem pouco a pouco para que ele se torne independente. “Nós não ‘damos’ autonomia a uma criança, nós vamos ensinando e deixando que ela tente resolver questões, situações e conflitos nos quais houve uma orientação prévia, para que possamos reforçar os conceitos educativos e valores morais ensinados anteriormente. Neste sentido, a escolha da criança não é autônoma, mas supervisionada por pais ou responsáveis”, explica a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP).

Por isso, não se assuste: incentivar essa independência do seu filho é muito diferente de deixá-lo tomar decisões e fazer escolhas por conta própria. “Esse estímulo desde bebê é extremamente desejável. Para um desenvolvimento psicológico saudável é necessário que se interaja com o ambiente e que este o desafie, isto é: propor à criança situações que estimulem a busca ativa por soluções”, explica o psicólogo e neurocientista Hudson de Carvalho, do Código da Mente.


Isso quer dizer que você deve estar ao lado da criança, orientando no que for possível, incentivando a realização de tarefas e propondo novos desafios, sempre permitindo que ela supere seus limites e explore o ambiente, dentro do que for seguro. “Dar espaço e oportunidade ao bebê é um ato de amor, cuidado e desprendimento”, explica o psicólogo Hudson.

É precisamente este terceiro item que representa o maior obstáculo para os pais: todo mundo quer ver o filho feliz e realizado, por isso é difícil (e doloroso) vê-lo lidar com o erro e a decepção sem interferir. “O desprendimento surge quando o pai e mãe permitem que a criança lide com a frustração. Deve-se dar incentivos para que o bebê tente resolver algo que tenha condições de dar conta sozinho”, completa Hudson.


Quer saber como, no dia a dia, você pode incentivar a autonomia do seu filho? Confira abaixo dicas que você pode aplicar de acordo com a idade da criança:

- Envolva a criança aos poucos em pequenas escolhas do dia a dia. Deixe-a decidir qual será a sobremesa do almoço de sábado, por exemplo. Dê opções de trajes para que decida o que prefere vestir, apresente diferentes livros. Dica: limite o número de opções para que ela não se sinta perdida.

- Deixe o seu filho ciente sobre os ônus e bônus de toda a escolha, antes que ela decida o que quer e dê tempo para que possa refletir.

- Se a criança se arrepender da escolha que fez, ensine-a a lidar com a frustração! Explique que é assim mesmo, que haverá outras oportunidades e que ela fez o que achou melhor para aquele momento. Não a critique ou diga "eu te disse!".

- Separe todos os dias 30 minutos para brincar com seu filho e neste período de tempo se proíba de corrigi-lo, repreendê-lo e guiar a brincadeira. Faça aquilo que ele indicar que quer fazer - desde que não o coloque em risco, claro!




Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Desenvolvimento/noticia/2015/02/incentivar-autonomia-e-fundamental-para-o-desempenho-cognitivo-da-crianca.html

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Diferentes modos de engatinhar

Você sabia que nem todo bebê engatinha sobre quatro apoios e para frente? Por mais que essa seja a maneira mais aceita e difundida como normal, existem vários jeitos de engatinhar e nenhum deles é considerado errado. Há crianças que se apoiam mais sobre os membros da frente e se deslocam como se estivessem sentadas, enquanto outras puxam o corpo apenas com um dos lados e até engatinham para trás.
De acordo com o ortopedista pediátrico Claudio Santilli, professor adjunto da Santa Casa de São Paulo, não é preciso interferir nesse processo, que acontece de maneira muito particular para cada um. "Isso é como a posição de dormir. Você até pode colocar a criança de bruços ou de lado, mas, depois que ela entra na fase do automatismo, assume a posição mais confortável para ela. É uma questão de independência e segurança", argumenta o especialista.
Cada bebê encontra a sua maneira e o seu ritmo de se locomover até um local ou um objeto e os pais não precisam se preocupar com isso, até porque essa é uma fase transitória do desenvolvimento. "Alguns bebês nem engatinham, porque logo encontram estabilidade para ficar de pé. Já outros demoram mais para andar porque se deslocam bem engatinhando. Tudo acontece de modo natural e automático, de acordo com a necessidade de cada criança. Não é necessário obrigá-la a entrar no que é considerado padrão", conclui.

http://revistacrescer.globo.com/Seu-bebe-nao-para/noticia/2015/05/diferentes-modos-de-engatinhar.html



segunda-feira, 18 de maio de 2015

domingo, 17 de maio de 2015

Quando as crianças sentam em "W"



Sentar em “W” refere-se à postura assumida pelas crianças quando se sentam no chão com as pernas posicionadas no formato de um “W”, sendo esta uma das várias posições que a criança pode assumir enquanto brinca. Em relação a isso, a alternância entre as posições que a criança senta é muito benéfica e estimula a descoberta dos limites de corpo. No entanto, se assumido com frequência, este hábito postural pode gerar alterações ortopédicas, no desenvolvimento ósseo e no desenvolvimento motor.



Alterações Ortopédicas:

Quando sentada em “W”, os quadris encontram-se no limite da rotação interna, predispondo a criança a problemas ortopédicos futuros. Nesta posição anormal, o risco de luxação do quadril é preocupante. Esta posição também favorece a instalação de encurtamentos e contraturas musculares.







Desenvolvimento Ósseo:


O sentar em “W” também pode afetar o desenvolvimento ósseo, favorecendo a anteversão da cabeça do fêmur e a rotação interna da tíbia.




Desenvolvimento Motor:

Na postura em “W”, a criança experimenta um grande aumento da base de sustentação quando comparada com outras posturas sentadas, isso lhe garante maior estabilidade e menor necessidade de ajustes posturais. Quando sentada em “W”, o centro de gravidade dificilmente ultrapassará a sua base de sustentação (a área ocupada pelo “W”), desta forma, os músculos do tronco terão pouco trabalho para manter o equilíbrio. Obviamente equilíbrio e estabilidade são coisas boas, mas, a instabilidade também é essencial para desenvolver reações posturais e a força nos músculos do tronco. O problema é que o “W” é tão estável que não permite à criança exercitar seu equilíbrio, também limita as rotações de tronco e as transferências de peso laterais como aquelas que realizamos para alcançar um objeto. Como resultado, ocorre um atraso nas aquisições de controle de tronco e equilíbrio devido ao não uso. Além disso, pela falta de transferências laterais e da capacidade de cruzar a linha média (levar a mão esquerda a alcançar um objeto no lado direito do corpo), a criança tende a usar a mão direita no lado direito do corpo e a mão esquerda no lado esquerdo do corpo, afetando o desenvolvimento da dominação manual.




A maioria das crianças adquire a posição em “W” por curtos períodos de tempo, alternando naturalmente para outras posições. A forma mais fácil de prevenir complicações é evitar desde o início que se torne um hábito. Elas devem ser estimuladas a mudar a posição e chamadas à atenção para corrigirem a postura sempre que a posição em “W” for a preferencial. Se você perceber freqüência na postura em “W”, basta ajudá-la a modificar a posição com suas próprias mãos, guiando-a, por exemplo, para outra postura e conversando com ela, explicando que ela precisa endireitar as perninhas pra não se machucar.



História em Quadrinhos

A primeira história em quadrinhos (HQ) moderna foi criada pelo artista americano Richard Outcault em 1895. As histórias em quadrinhos (HQ), surgiram no Brasil em 1869. 
E o que são HQs? São histórias em quadrinhos, que utilizam imagens e textos e assim formam uma sequência de quadros que narram histórias de vários gêneros e estilos.

As primeiras raízes das HQs, são às pinturas rupestres feitas pelos homens pré-históricos, que serviam para contar suas histórias.

Nome utilizados para "história em quadrinhos" no mundo:

* Comics- Estados Unidos
* Bande dessinée- França
* Fumetti- Itália
* Tebeos- Espanha
* Historietas- Argentina
* Muñequitos- Cuba
* Mangá- Japão

Confira as histórias em quadrinhos da minha própria autoria:
Elas foram feitas através do site Toondoo.com, é só criar uma conta gratuita e soltar a imaginação.